Suspeita é que ele possa ter inalado gases tóxicos. ‘Não é fácil perder um filho assim. Aniversariou dia 26, toda alegria e tantos planos’, desabafou o pai, que dividia rotina de trabalho com o filho.
A Polícia Civil investiga a morte de um trabalhador em Marabá, no sudeste do Pará. Édio Cruz Brito morreu após passar mal em uma siderúrgica no distrito industrial da cidade.
A polícia apura se o funcionário foi exposto a gases tóxicos, como monóxido de carbono, no ambiente de trabalho.
O incidente foi no domingo (29) e o corpo dele foi sepultado na tarde de segunda-feira (30) no cemitério parque municipal em Marabá. A vítima completou 34 anos de vida no dia 26 de dezembro.
Édio trabalhava como operador de tratamento de efluentes e passou mal logo após se deslocar para uma área de lavagem de gás. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda. O laudo detalhado da perícia deve ser concluído nos próximos dias.
‘Tentando encontrar forças’
A morte abalou a família, especialmente por ocorrer em um período de confraternizações de fim de ano. O pai da vítima, Edimar Lima Brito, trabalha na mesma siderúrgica que o filho.
“Só pedindo consolo a Deus para consolar meu coração que está quebrado. Não é fácil perder um filho assim. Aniversariou dia 26, toda alegria e tantos planos”, desabafou o pai.
A Polícia Científica realizou perícia no local e testemunhas começaram a ser ouvidas. Os investigadores buscam confirmar se houve exposição indevida a gases e se os protocolos de segurança da empresa estavam sendo seguidos corretamente.
Em nota, a empresa Âncora Siderúrgica Norte lamentou a morte do colaborador e informou que os fatos estão sendo apurados. A companhia afirmou ainda que reforça o compromisso com a saúde e a segurança de seus funcionários.