O barco encontrado a deriva no litoral paraense neste fim de semana, foi resgatado e rebocado até uma área de terra firme no fim da noite deste domingo (14) de abril.
A Polícia Federal, bombeiros, Marinha e outras autoridades concluíram o reboque da embarcação, do mar até um porto em Bragança, cidade do nordeste paraense distante cerca de 215 quilômetros da capital Belém.
Na madrugada desta segunda-feira (15), por volta de 1h, o barco era içado com auxílio de uma máquina retroescavadeira para retirá-lo da margem do rio e colocá-lo em um caminhão, responsável por levar a embarcação até o Instituto Médico Legal em Bragança para início da perícia.
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Foi colocada uma lona por cima do barco e os corpos serão retirados apenas no IML seguindo procedimentos recomendados. Durante todo o processo de retirarada do barco, todos os envolvidos no resgate do barco usavam máscaras.
O resgate durou mais de 12 horas. A maré baixa dificultou o traslado, assim como a necessidade de rebocar o barco em baixa velocidade.
“É uma missão que requer pressa, porque quanto mais dias passa, com a decomposição, mais fica díficil de a perícia trabalhar, mas temos que trabalhar com todo cuidado, com segurança para não danificar a embarcação, navegando em áreas muitos razas”, explicou o tenente dos bombeiros Hugo Moura, um dos envolvidos no resgate.
A suspeita é que as vítimas sejam estrangeiras, visto que as autoridades da região não foram notificadas sobre desaparecimento de barcos com pessoas no Brasil. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam o caso.
A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a nacionalidade das vítimas e as circunstâncias da morte. Os corpos foram encontrados em estado de decomposição por pescadores na manhã de sábado (13), mas a maré baixa dificultou os trabalhos de resgate.
“Pelo estado que estão já, bem desidratados, tem bastante dias, talvez até mais de um mês”, afirmou o bombeiro Tadeu Barbosa, que esteve no local ainda no sábado, sobre a decomposição dos corpos.
As investigações serão realizadas pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF para a defesa de direitos humanos. ( Com informações G1 )