Testemunhas e marido da mulher que morreu baleada em SP são ouvidos no DHPP.

Testemunhas e marido da mulher que morreu baleada em SP são ouvidos no DHPP.

Reprodução Redes Sociais

 Tragédia na Zona Leste: A Morte de Thawanna Salmázio

A morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, tornou-se o centro de uma investigação rigorosa sobre a conduta policial. O episódio, ocorrido na madrugada de 3 de abril de 2026, levanta sérios questionamentos após a divulgação de imagens de câmeras corporais que contradizem a versão inicial registrada pelos policiais militares envolvidos.

O Conflito e a Abordagem

Segundo os relatos e vídeos analisados pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), a abordagem durou apenas 36 segundos até o disparo fatal. Thawanna e seu marido, Luciano Gonçalves, foram abordados por uma viatura da PM. Imagens mostram que a policial Yasmin Cursino Ferreira agrediu Thawanna com um soco e um chute antes de efetuar um disparo de pistola no abdômen da vítima.

A versão oficial dos policiais alegava que Thawanna teria tentado tomar a arma da agente, mas as imagens das câmeras corporais sugerem uma ação agressiva por parte da polícia contra um casal que, segundo testemunhas, estava desarmado e com as mãos levantadas.

Contradições e Socorro Tardio

Além da dinâmica do tiro, dois pontos agravam o caso:

O Tempo de Resgate: Thawanna teria esperado cerca de 32 minutos por socorro médico, apesar de haver uma base do Corpo de Bombeiros a apenas 6 minutos de distância do local do crime.

Depoimentos: Testemunhas que presenciaram a discussão prestaram depoimento nesta sexta-feira (10/04), reforçando que não houve tentativa de agressão por parte de Thawanna que justificasse o uso de força letal.

Situação Atual e Justiça

Thawanna era mãe de cinco filhos menores de idade. A policial envolvida foi afastada das atividades de rua e responde a um Inquérito Policial Militar (IPM) e a uma investigação criminal pelo DHPP. A família, representada por advogados, busca a responsabilização do Estado e justiça pela morte da jovem.

O caso segue sob forte acompanhamento do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que analisa se houve execução ou imperícia gravíssima na conduta da guarnição.

Fonte: Uol