Aneel aprova redução de 37% das “bandeiras tarifárias” caso sejam acionadas

Aneel aprova redução de 37% das “bandeiras tarifárias” caso sejam acionadas

O sistema foi criado em 2015, mas não é acionado desde abril de 2022. Caso a geração de energia pelas hidrelétricas caia no Brasil e o governo seja obrigado acionar as termelétricas (energia mais cara), os valores agora serão 37% mais baixos tanto para a bandeira amarela quanto para a bandeira vermelha

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (5) uma redução de até 37% nos valores das bandeiras tarifárias, que são taxas extras cobradas dos consumidores quando a geração de energia pelas hidrelétricas enfrenta algum problema. O sistema foi criado em 2015 e as bandeiras que representam o alerta e que terão cobranças menores — de cor amarela e vermelha — não são acionadas desde abril de 2022.

Grande parte da energia elétrica do Brasil é gerada por usinas hidrelétricas. Porém, em épocas de estiagem e diminuição do nível das águas, essa capacidade de geração diminui e é necessário recorrer às usinas termelétricas, que são mais poluentes e custam bem mais caro. Assim, dependendo do nível de alerta — amarelo ou vermelho —, uma taxa extra é aplicada nas contas de luz dos consumidores. Em caso de bandeira verde, quando tudo está normal, o consumidor só paga a conta regular junto à distribuidora / concessionária de onde mora.

A medida aprovada pela Aneel será vigente no ciclo de 2023/2024, que pelas projeções, tem “cenário hidrológico favorável” e conta com o aumento da geração de energia renovável e redução dos custos de combustíveis no mercado internacional. Possivelmente, se não ocorrer algum evento extremo, os brasileiros devem chegar até o final de 2024 na bandeira verde e sem necessidade de taxas extras. A decisão não representa redução das tarifas vigentes e dos custos de cada estado.

(Fonte: Fato Regional)